sábado, 7 de maio de 2011

Auditoria Contínua - um breve histórico

Termo da moda e engatinhante na AUDSAL/INSS, a Auditoria Contínua vem chegando de forma tímida, com grandes promessas para um futuro muito próximo e satisfatório para a gestão previdenciária.
Com os avanços tecnológicos, apesar de todo o nosso atraso na área de Tecnologia da Informação-TI, a Auditoria Interna vem se firmando e adotando características que vão além de um simples monitoramento contínuo. Utiliza-se de técnicas voltadas para as exceções que, de forma frequente e contínua, mediante o ACL-Audit Comand Language, permite ao auditor avaliar os controles instituídos em determinado processo em tempo real.

Voltando no tempo:
Em um artigo de setembro de 1980, John Kearns perguntou: “Estamos prontos para o processo de auditoria contínua?”

O mesmo pergunto hoje:
Apesar de todo o avanço tecnológico e de todo conhecimento adquirido, estamos aptos a aplicar as funcionalidades de uma Auditoria Contínua???
Conforme Kearns (1980), a Auditoria contínua tinha como conceito, naquela época, “... o uso contínuo de análises automatizadas de dados com o objetivo de obter conclusões relativas ao risco de uma determinada área ou atividade...”

Diversos eram os fatores que sugeriam que o processo de auditoria contínua pelo computador era uma idéia interessante. Esses fatores incluíam:
  • Aumento de dependência de sistemas sofisticados;
  • Grandes volumes de dados processados por esses sistemas;
  • Aumento da responsabilidade da Gerência pelos controles internos; e
  • Disponibilidade de ferramentas de auditoria que podiam transformar esse objetivo em uma matéria viável.
Para a KPMG, as funções da auditoria interna mudaram significativamente nos últimos anos em termos de importância e responsabilidades, no entanto, algumas continuam com programas de:
  • Revisões periódicas sobre controles internos;
  • Determinação do enfoque de auditoria por materialidade;
  • Auditoria periférica;
  • Determinações de amostras de testes estáticos;
  • Seleção de amostras e testes manuais;
  • Preparação e emissão do relatório de recomendações.
O papel da auditoria interna passa então a ser auxiliar a Administração da sociedade a reduzir os riscos envolvidos nos negócios, além de contribuir para o contínuo aperfeiçoamento das estratégias e controles da instituição, mantendo-se independente e valorizada, mediante técnicas de análise estatística, análise de tendências e uso de redes neurais.

continua com Conceitos de Auditoria Contínua...